Descontando já a discussão sobre a dimensão deste desastre para o entusiasmo dos portugueses, a selecção de sub-21 acabou por confirmar que o que começa torto tarde ou nunca se endireita. Ainda antes do Europeu arrancar havia muitos sinais que faziam prever um percurso penoso e o mais importante de todos foi a guerra de poderes desencadeada neste mês, que fez lembrar a balbúrdia de tempos que muitos já não acreditavam poder voltar.
Agostinho Oliveira foi pouco feliz nas declarações que fez mesmo antes de serem conhecidas as duas listas de convocados, continuou desastroso nas explicações que foi dando após as derrotas e falhou por completo na organização da equipa, que deixou nos portugueses a mesma imagem que a Selecção principal no Mundial'2002.
Mas o inscucesso não é só dele. É dos jogadores, que só mesmo ontem e já em desespero de causa, sentiram verdadeiramente o peso da camisola e se devem ter apercebido da decepção que criaram em torno do orgulho nacional, que ainda refectia muito o sucesso do Euro'2004.
E por último, o insucesso pertence também a Scolari, que quando disse "O chefe dos sub-21 sou eu" assumiu perante todos as consequências boas ou más do desempenho dos sub-21. Resta-lhe fazer um bom Mundial na Alemanha para mostrar, que apesar não gostar de fugir às suas responsabilidades, não foi ele que errou ao escalonar onzes cheios de equívocos.