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1 - Os últimos dias ficam marcados pelas opções diferentes de Benfica e FC Porto em termos de gestão desportiva. O treinador que tudo perdeu mantém-se no cargo, o que ganhou aquilo que era expectável sai, porque, segundo Pinto da Costa, a sua continuidade “tinha vantagens e desvantagens”. O futuro próximo dirá obviamente quem tem razão, mas, numa apreciação forçosamente apriorística, parece que erraram os dois, mesmo fazendo, como é hábito, o contrário um do outro. No Benfica, Jorge Jesus, que somou desaires traumatizantes nos últimos três anos, arrisca-se a uma vaga de contestação de consequências catastróficas se o início da nova temporada não correr como o ansiado. No FC Porto, aposta-se no escuro, apesar das indicações extremamente positivas já dadas por Paulo Fonseca. Com a agravante de o novo treinador ter um plantel (pelo menos para já) depauperado pelas saídas de João Moutinho e James Rodríguez...
2 - O Sporting decidiu cortar relações com o FC Porto. A gota de água que fez transbordar o copo da submissão dos últimos anos foi um incidente na final da Taça de Portugal de andebol entre Adelino Caldeira e Bruno deCarvalho, com o vice-presidente portista a desempenhar o papel de mau da fita. A reação leonina compreende-se, apesar de todos os que gostam de desporto terem ainda o utópico desejo de ver os três grandes a viver em harmonia. Se este corte de relações significar apenas a ausência dos principais dirigentes das tribunas de honra nos jogos entre eles, o caso não é grave. Pior será se houver réplicas dos episódios deploráveis que costumam acontecer sempre que os dragões defrontam o vizinho do clube de Alvalade.
3 - A propósito de utopias, hoje é dia de Seleção. Como a qualificação direta para o Mundial do Brasil não passa de um sonho, a vitória sobre a Rússia servirá apenas para Portugal conseguir um lugar entre os 8 melhores classificados da fase de apuramento, conquistando um lugar no playoff. Infelizmente, é só isso que agora está em causa.
4 - José Mourinho saiu do Real Madrid e lançou já a primeira de várias “bombas” sobre o Bernabéu, sublinhando a falta de humildade do principal jogador, o seu compatriota Cristiano Ronaldo. Ninguém coloca em causa a veracidade das alegações do treinador português, mas talvez não houvesse necessidade de trilhar tal caminho. CR7 vai responder-lhe na primeira oportunidade e chegaremos à conclusão, uma vez mais, que Portugal é pequenino para ter duas figuras desta dimensão.