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O Sporting ganhou na Ucrânia e deu um passo (ou mais do que isso) para assegurar a qualificação para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Num grupo onde duas equipas estão aparentemente à parte (o Barcelona é demasiado forte até quando joga com a segunda linha, ao passo que o Basileia não passa de uma formação modesta que devia ter ficado na pré-eliminatória caso um árbitro amigo não tivesse "enrolado" o Vitória de Guimarães...), a discussão leonina é mesmo com o Shakhtar. O que equivale a dizer que o Sporting só não estará na fase seguinte se, em casa, resolver estragar o que conseguiu fora. Duvido que isso suceda, embora concorde com aqueles que defendem ser o Shakhtar mais forte a actuar como visitante do que diante dos seus adeptos. Essa teoria corresponde ao que se viu neste jogo, assim como nas duas partidas da temporada passada com o Benfica.
O conjunto de Paulo Bento conseguiu, efectivamente, um grande resultado na longínqua Ucrânia. No entanto, ao invés do que será fácil pensar ou dizer nesta altura, convém ter presente que a exibição não foi nada de especial. Vale o resultado e a vontade férrea do grupo que, independentemente da ausência de brilhantismo, lutou de forma abnegada à espera de um momento de felicidade. E quando ele apareceu... "matou" o jogo.
Como em tantas outras ocasiões, o homem do golo foi Liedson. E isso, acrescente-se, tem pouco de felicidade. O brasileiro não é só - com este remate certeiro em Donetsk - o melhor marcador da história leonina nas provas da UEFA. É também, sem discussão, um dos melhores finalizadores do futebol português. Da actualidade e de sempre. Digo-o eu e reforçam-no os dados estatísticos
Longe de ser um dianteiro de grande capacidade física, Liedson será sempre um grande 31. Para os outros, para os defesas que têm como missão tentar pará-lo...