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1 - O Benfica eliminou o Bayer Leverkusen, uma das principais equipas a disputar a Liga Europa, e viu sair outros emblemas que tornariam mais complicado o caminho até à final da prova.
At. Madrid, Nápoles e Liverpool já não estão em competição, enquanto Tottenham e Inter Milão discutem um lugar nos quartos-de-final na próxima eliminatória. Ou seja, sobram pouco mais do que Chelsea e Zenit no que diz respeito aos clubes que podem impedir a águia de atingir uma meta cada vez mais ao alcance. Face a este cenário, talvez seja conveniente que os encarnados olhem para a Liga Europa com menos reticências e não como algo que vai coartar as hipóteses de luta pelo título nacional.
2 - Entre avanços e recuos, fintas de corpo e jogos de cintura, o Sporting já sabe, fruto de uma regra inteligentemente imposta, os três sócios que se perfilam como candidatos à presidência. O processo fechou com a devida antecedência, impedindo que se arrastasse a tradicional feira de vaidades. Bruno de Carvalho, José Couceiro e Carlos Severino têm agora um mês para convencerem o eleitorado a dar-lhes o aval para o mandato mais difícil da história recente do clube. Louve-se-lhes a coragem.
3 - O FCPorto iniciou bem a fase a eliminar da Liga dos Campeões, se atentarmos à exibição frente ao Málaga e não ao resultado. A vantagem não dá tranquilidade para o jogo de Espanha, mas a diferença de valores patente no Dragão faz com que os homens de Vítor Pereira encarem a partida da 2.ª mão com muita confiança.
4 - Foi o AC Milan a protagonizar a grande surpresa desta “rentrée” das competições europeias. Um emblema que já conheceu horas de maior fulgor, e que nem sequer pôde atuar com a sua maior estrela, Mario Balotelli, derrotou a melhor equipa do Mundo da atualidade e colocou-se numa posição privilegiada na eliminatória. Não tirando o mérito à forma como os italianos se organizaram defensivamente, a verdade é que o “batatal” de San Siro conheceu o pior Barcelona dos últimos anos. Messi, Xavi, Iniesta e companhia tiveram um desempenho intrigante, mas do banco também não houve uma tentativa arrojada para alterar o que quer que fosse. No campeonato espanhol a concorrência não coloca a nu quaisquer deficiências, mas na Champions os problemas tornam-se visíveis. Sempre que necessário, Guardiola inovava. Agora o seu imediato, Tito Vilanova, já não o faz e o imediato deste, Jordi Roura, muito menos. Não tem estatuto para, por exemplo, colocar o Barça a atuar com três defesas, sistema a que o mestre por vezes recorria.