_

Carlos Ribeiro
Carlos Ribeiro Professor Universitário

Confirmar a resposta

Na ressaca da festa pela Taça da Liga, o Vitória deu a resposta que se exigia frente ao FC Porto. Dividiu o jogo, foi competitivo, pressionou alto e sufocou, em vários momentos, uma equipa que lidera o campeonato de forma destacada. O resultado acaba por ser o mais injusto de tudo o que se pode retirar daquela noite. 

Houve detalhes, pequenos momentos que caíram para um lado e não para o outro. Poderíamos discutir o VAR, se devia ou não intervir aqui ou ali, mas não é por aí que vale a pena ir. A resposta esteve no jogo jogado. E aí, o Vitória esteve à altura. Não se encolheu, não jogou em função do adversário.

PUB

 A grande questão agora é outra: será esta equipa capaz de transportar esta resposta para os jogos que vêm a seguir? Para adversários menos mediáticos, onde a obrigação de ganhar pesa mais? O crescimento foi evidente frente a Sporting, Braga e Porto. Falta confirmá-lo onde há menos holofotes, mas onde perder pontos custa ainda mais.

 Nota também muito positiva para o ambiente no Estádio D. Afonso Henriques, à imagem do que se viveu na final da Taça da Liga. Ambientes que continuam a ser exceção no futebol português, num contexto em que os quatro clubes com mais assistências representam mais de 80% do total da Liga. Se isto não obriga a pensar, então nada obriga.

 Por fim, destaque merecido para o Vitória B. Triunfo frente ao Fafe, uma Liga 3 consistente e a equipa a depender apenas de si para lutar pela promoção.

PUB

 Agora é simples: confirmar.

 

Por Carlos Ribeiro
Deixe o seu comentário
PUB
PUB