No futebol há muitas explicações difíceis, mas há frases que valem a pena revisitar. Peço desculpa ao leitor porque o texto se assemelhará mais a uma amálgama de declarações do que a um artigo de opinião.
“Sempre acreditamos nele e ele sempre acreditou em nós. Está de parabéns e vamos continuar.”: dito em janeiro. “Tenho uma excelente relação com o Luís Pinto, gosto bastante dele e acredito que fará uma grande carreira. Neste momento estamos contentes e satisfeitos”: dito há uma semana.
O pequeno detalhe é que, pouco depois das declarações da semana passada, o treinador saiu. É aqui que começa o exercício interessante: tentar explicar o inexplicável.
Nos últimos quatro anos passaram oito treinadores pelo banco do Vitória. Um número que já começa a exigir memória curta ou uma folha de Excel para acompanhar a rotatividade.
Entretanto, a equipa B faz uma época surpreendente na Liga 3 e discute uma subida que até há pouco tempo parecia improvável. Está na fase da decisão. A opção? Desmembrar a equipa técnica e promovê-la à primeira equipa. Há uma semana dizia-se: “(...)não estamos obcecados com a subida (...)não achamos que seja preciso mais”. Talvez esteja respondido.
Um dia destes perguntavam-me, num curioso exercício académico, o que acontecia ao meu cérebro quando via o Vitória. Acho que vou ter de repensar a resposta porque, no fundo, ele tenta encontrar lógica… onde ela nem sempre existe.
Obrigado, Luís Pinto. Boa sorte, Gil Lameiras.