Carlos Ribeiro
Carlos Ribeiro Professor Universitário

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O mercado de janeiro tem fama de tempestuoso. Infelizmente, os tempos que correm têm-no sido pelas piores razões e que nada têm a ver com futebol. Voltando ao mercado, desta vez não trouxe saídas nem novelas de última hora. Talvez porque a verdadeira “sangria” já tenha acontecido no verão. De verdadeiro destaque só mesmo a saída de Vando Félix, nunca capaz de se afirmar, e a entrada do nigeriano Ejike Opara, por uma cifra assinalável, daquelas que em tempo de “vacas magras” devem ser sinónimo de acerto. 

No relvado, o Vitória ganhou ao Moreirense num dérbi equilibrado, daqueles em que o treinador tanto pode ser génio como culpado. As substituições mudaram o jogo, é verdade… mas mudaram porque, provavelmente, o plano inicial não era perfeito.  

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Não houve salto na tabela, mas travaram-se fugas. Nesta fase do campeonato é isso que se exige: somar pontos e manter distância curta, como quem atravessa um inverno longo sem grande margem para entusiasmos. 

Segue-se Arouca, outro jogo que entra na narrativa dos “jogos importantes”. O resto da época dirá que dividendos sobraram deste percurso e o que mais nos deve inquietar. Para já, em tempo de contenção, ganhar já não é pouco. 

No meio de tudo isto, houve uma semana em que o futebol parece pequeno. As cheias, a tempestade e a destruição, sobretudo em Leiria, lembram-nos que há coisas bem maiores do que uma bola a entrar. Ainda há pouco fomos lá muito felizes e hoje olhamos para o rasto de destruição. Um abraço sentido a quem perdeu tanto.

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Por Carlos Ribeiro
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