Carlos Ribeiro
Carlos Ribeiro Professor Universitário

Equilíbrio desequilibrado

Não há vitórias morais. Muito menos em dérbis. Ainda assim, o dérbi do Minho foi daqueles jogos que nos lembram porque continuamos a ir ao estádio: intensidade, coragem e um Vitória finalmente descomplexado, subido no terreno, pressionante, ambicioso. 

Esta abordagem de jogo pressupõe sempre algo que esta equipa não está a oferecer, consistência e solidez defensiva. Somos uma das defesas mais batidas do campeonato e isso não é um detalhe estatístico. Ofensivamente, também não temos tido um comportamento constante e eficaz. Mas nos últimos três jogos fora, seis golos marcados, zero pontos conquistados, deixam evidente o desafio defensivo que ainda temos para garantir o equilíbrio que ganha jogos. 

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Do jogo fica também a facilidade com que os lances “claros e inequívocos” se tornam mais claros para uns do que para outros. João Pinheiro conseguiu ver o que dezenas de repetições teimam em esconder. O VAR, fiel ao protocolo - ou a uma leitura particularmente conveniente - decidiu rápido. Noutras semanas, noutros palcos, já vimos ponderações mais demoradas. A constatação de que a objetividade também tem contexto. Também aqui o equilíbrio é, muitas vezes, desequilibrado.  

Com este resultado, o 5.º lugar começa a parecer uma miragem. Nove pontos de atraso e um pelotão pelo meio. Os campeonatos não se fecham em fevereiro, mas os números não mentem: quatro pontos a menos do que na época passada por esta altura, menos cinco golos marcados, mais oito sofridos. Venha o Alverca: pontos precisam-se.

 

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Por Carlos Ribeiro
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