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À chegada à Assembleia da República, onde irá jantar esta quarta-feira com o grupo de deputados portistas, André Villas-Boas comentou alguns temas da atualidade do FC Porto, mas não só. O presidente do FC Porto revelou o desafio muito particular que fez a Diogo Costa, abordou a cobiça de que o guarda-redes e Froholdt são alvo, revelou novos detalhes sobre a situação de Bednarek após o assalto à sua residência e comentou a hipótese de José Mourinho mudar-se para o Real Madrid... sem se comprometer.
Gostava de ver José Mourinho de volta ao Real Madrid?
“Não sou adepto do Real Madrid... É o treinador mais importante do futebol português, com maior currículo no futebol português e internacional. Normalmente atrai grandes clubes e está a ser vinculado ao Real Madrid, mas não posso responder pelos adeptos.”
Como está Bednarek depois do assalto ao seu domicílio?
“Parece-me que bem. Situação preocupante, de grande perigo, não muito frequente e normal com os nossos jogadores, apesar de já termos tido os episódios do Corona e do Otávio no passado… Situação que foi vivida de forma intensa pela família, com ameaças físicas e ambiente de tensão. O FC Porto colocou-se ao lado do atleta, garantiu-lhe as maiores condições de segurança a si e à sua família. A família optou por se ausentar do país durante algum tempo e o jogador encontra-se agora com o seu pai e a recuperar do impacto psicológico que um evento como esse causa. Parece-me estar bem, motivado e seguramente entrará nos convocados do míster.”
Espera ver vários jogadores do FC Porto na Seleção Nacional no Mundial?
“Isso é uma decisão que cabe ao selecioandor nacional. Temos visto um padrão de escolhas, no caso do FC Porto tem correspondido ao Diogo Costa e ao Rodrigo Mora, mas isso é uma decisão que cabe ao selecionador.”
Espera poder manter Diogo Costa na próxima época?
“Espero que sim. Aliás, fiz-lhe um desafio, que espero que aceite, que é no próximo ano envergar a camisola número 2 do FC Porto. Para nós seria uma honra enorme, para os adeptos do FC Porto também. E para que isso aconteça terá de estar no FC Porto para o ano. Passou uma época maravilhosa. Repare que a camisola 2 do FC Porto é uma camisola importante, de vencedores, e claro está vinculada ao que aconteceu com o desaparecimento do Jorge Costa e por todo esse significado emocional gostávamos que envergasse o número 2 no próximo ano.”
Decisões sobre Fofana, Moffi, Thiago Silva?
“São decisões que correspondem ao míster. Há jogadores onde podem ser acionadas opções, temos margem até 31 de maio, caberá ao míster uma primeira decisão e depois será comunicado naturalmente.”
Será possível resistir ao assédio por Froholdt?
“Acho que sim. É um jogador muito assediado, se calhar um dos candidatos a jogador do ano. Não nego que o seu agente tem-me transmitido muito do interesse que há de grandes clubes europeus, mas de toma a forma acho que o Froholdt foi claro quanto à sua vontade e contamos com ele.”
Significado do primeiro título para Villas-Boas e segredo da conquista do campeonato?
“Aponto algumas mudanças estratégicas, não vos posso negar que a direção desportiva entregue ao Tiago Madureira foi algo que nos revolucionou. Criou unidade, método, estrutura, é uma pessoa quase invisível dentro da estrutura pelo seu modo de estar, mas a verdade é que no futebol fez transformações que foram fundamentais esta época. Quando ele entrou, dentro da comissão executiva, estava dentro da área comercial, transitou para a área desportiva pela sua visão estratégica e bem ajudado pelo nosso gestor executivo Henrique Monteiro, que transformou tudo o que é o dia a dia dos jogadores no Olival. Teve um papel fundamental, na sombra, invisível, mas que tem de ter o devido mérito. Além claro das mudanças no plantel e na equipa técnica que nos levaram até ao sucesso.”