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Foi uma semana de emoções fortes para o SC Braga. Duas vitórias em poucos dias, mas apenas uma pôde ser verdadeiramente celebrada. A equipa minhota encerrou a sua participação na Liga Europa com um triunfo frente à Lazio por 1-0, insuficiente para garantir o apuramento para o play-off. Apesar do esforço e de uma boa campanha europeia, os resultados paralelos não ajudaram, e o Braga despediu-se da competição com a sensação de que merecia mais.
Mas se a Europa já é passado, a luta pelo pódio da Primeira Liga continua bem viva. Na segunda-feira, no sempre complicado Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, os guerreiros do Minho mostraram o seu ADN: garra, resiliência e ambição. Frente a um Moreirense organizado e difícil de bater em casa, o Braga começou a perder, mas nunca desistiu. O empate chegou por um improvável João Moutinho, que aos 38 anos e com um currículo invejável, mostrou que ainda tem muito para dar. E quando o relógio já se aproximava do fim, apareceu quem mais vezes apareceu na história recente do Braga: Ricardo Horta.
E que noite especial para o capitão! No dia em que se tornou o jogador com mais jogos pelo clube, ultrapassando José Maria Azevedo, Horta decidiu fazer o que melhor sabe – marcar o golo da vitória. Um final digno de uma lenda bracarense, que reforça ainda mais o seu estatuto como um dos grandes símbolos do clube.
Com este triunfo e aproveitando o empate do FC Porto em Vila do Conde, o SC Braga aproxima-se do terceiro lugar, ficando agora a apenas dois pontos do pódio. Depois de um início de época irregular, a equipa de Carlos Carvalhal dá sinais de que está preparada para lutar até ao fim pelos lugares cimeiros. A margem de erro é curta, mas os guerreiros mostraram que estão prontos para o desafio.
O pódio está perto. E a história tem-nos ensinado que nunca se deve subestimar o SC Braga.