A arte de Amorim tem limites
Justamente desiludidos com a modesta exibição no dérbi, os adeptos do Sporting talvez apreciem hoje melhor o extraordinário trabalho de Rúben Amorim e a sua capacidade de fazer mais com menos, uma arte com limites. O golo que decidiu o jogo de Alvalade foi fruto da ação de um avançado – cobiçado por meia Europa – que tem um motor nas pernas e que, acorrendo com um metro de atraso a um passe longo, ultrapassou dois centrais ‘pesados’ e marcou. Ou seja, Darwin é o jogador que o Sporting não tem, como o Benfica não tem, valha a verdade, um central como Luís Neto. Daí que Nelson Veríssimo optasse, inteligentemente, por uma estratégia de contra-ataque, jogando em 30 metros e soltando o uruguaio na frente. Resultou duas vezes e bastou.
