A fortaleza que Amorim construiu
Dez golos em 20 jogos, eis o maior trunfo do Sporting – o FC Porto, por exemplo, já sofreu 21 em 19 partidas. A segurança de Adán, de que tanto desconfiámos, a procura da melhor forma de sempre, entre nós, de Coates, a confirmação do acerto da contratação de Feddal, de que o Bétis parecia querer livrar-se, a reabilitação de Luís Neto, que congelara em São Petersburgo, e a cereja no topo do bolo que é Gonçalo Inácio ‘respondem’ pela capacidade de quem montou a teia. E deixo de fora Pedro Porro e Nuno Mendes – e Palhinha! – porque foi lá atrás, mesmo, que Rúben Amorim construiu a fortaleza que vai ter no Dragão uma dura prova de fogo. E bem andou o treinador leonino ao lembrar a ‘débacle’ do Atlético de Madrid, antes de um duelo que, a ser perdido pelo Sporting, reduzirá a sete pontos a vantagem conquistada – caso o FC Porto ganhe hoje, claro. Com 14 jornadas por cumprir, outro campeonato começaria. Ter a noção da realidade é também um desafio.
