Cristiano e João Félix: a mesma luta
Enquanto mantiver esta tribuna, continuarei a defender Cristiano Ronaldo de apreciações movidas pelo ódio. Sou, assim, insuspeito se disser que não entendo os motivos que o levaram a manifestar - publicamente, que é sempre o que causa maior dano - tanta incompreensão pela sua substituição na partida de ontem em Old Trafford. O seu desempenho estava a reduzir as hipóteses de a equipa chegar à vitória? Não. Jadon Sancho participava menos no jogo do que ele e podia ter sido o escolhido por Ten Hag para sair? Sim. Mas nada disso colide com a óbvia razão pela qual o treinador colocou Rashford no lugar do português, aos 72 minutos: a gestão da sua disponibilidade física. Por um lado, os 313 minutos de Cristiano, em quatro desafios em 11 dias, e por outro a brutal série de jogos que espera o Manchester United entre a próxima quarta-feira, dia 19, e 13 de novembro. Em menos de quatro semanas, os ‘reds’ terão de disputar oito (!) partidas, as duas primeiras logo contra Tottenham e Chelsea... O que pretende Cristiano? Atuar os 90 minutos em todos os jogos? A cada três dias? A três meses e meio de completar 38 anos? Mesmo que a sua idade biológica seja inferior, ninguém é de ferro. Ten Hag tomou a decisão mais sábia e em benefício do próprio Cristiano.
