Nem só de futebol vive o homem
Não fui um modelo de disciplina enquanto desportista, pelo contrário, mas custou-me ver o comportamento do voleibolista Alexandre Ferreira, que no decurso do jogo que opôs a Seleção portuguesa à congénere iraniana insultou por diversas vezes o árbitro, com uns bem audíveis "filho da p...!". Depois de receber um cartão amarelo, por ter reclamado com o juiz principal, bateu palmas – o que já não foi bonito –, voltou a dirigir-se ao homem do apito em termos que lhe valeram o cartão vermelho, passando então aos palavrões. A um capitão de uma representação nacional – ainda por cima numa partida da Liga das Nações, transmitida em direto pela televisão – exige-se uma conduta que sirva de exemplo aos mais novos e que dignifique o país, e não atitudes ao nível da triste escola da ‘Casa dos Segredos’.
