O futebol coletivo é uma chatice
Esta história do futebol ferozmente coletivo é uma chatice. Em especial, havendo equipas que têm individualidades competentes para fazer a diferença e que as obriga a pôr de parte o talento para se dedicarem a tarefas defensivas. Dois empates a zero consecutivos, com dois campeões do Mundo, avaliam positivamente esse desempenho menos vistoso da Seleção, mas deixam-nos na boca com um sabor a pouco. Dispor de Cristiano e de geniozinhos como Bernardo, Félix, Fernandes, Diogo Jota ou Trincão, sem que em três horas se veja um lance de autor que nos levante do sofá, torna-se frustrante. É o preço a pagar para não perder e, em simultâneo, a renúncia à possibilidade de ganhar.
