O tempo feliz dos bonecos da bola

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Não pensem os leitores que tiveram a paciência de seguir aqui, há uma semana, a descrição do início da atividade desportiva que me traria um dia ao Record, que o meu tosco pé esquerdo me fez perder o vício de correr atrás da bola. Aliás, a seguir à de trapos, chegou a era da bola de cauchu, já utilizada pelos mais velhos, mas que, no Portugal provinciano da década de 50, uma criança só podia dispor se fosse rica ou ganhasse o prémio final de colecionador de cromos dos jogadores de futebol.

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