Vamos, Vicente!

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Aproxima-se a passagem do meio século sobre a gesta dos Magriços, que obtiveram em Inglaterra, em julho de 1966, o melhor resultado de sempre da Seleção nos mundiais de futebol.

Ao longo dos anos, Record tem procurado honrar a memória dos que já partiram e sublinhar o mérito dos que continuam entre nós. José Augusto, Hilário, Simões e Vicente, por exemplo, receberam o Record de Ouro e estiveram, por ocasião do 66.º aniversário do jornal, em novembro último, de regresso ao palco em que se cobriram de glória.

Por outro lado, como belenense e ex-diretor do semanário do clube do Restelo, convivi de perto com o Vicente, um profissional de eleição e uma pessoa de craveira excecional. A vida não lhe trouxe, infelizmente, a sorte que merecia. Desde o modo como, aos 30 anos, um acidente de viação lhe acabou com a carreira, até à gangrena que o forçou, há dias, à amputação de uma perna, passando pela forma injusta e ingrata como alguns dirigentes o trataram no Belenenses.

Não é o caso do atual presidente, Patrick Morais de Carvalho, que pediu apenas "apoio não material" à pérola do nosso clube. É a esse pedido que correspondo aqui, enviando ao Vicente votos de boas melhoras e o convite do António Magalhães, diretor de Record, para em breve regressarmos à redação para novo e apertado abraço. Vamos a isso, meu querido!

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