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Cronistas
Cristina Ferreira Apresentadora

Dérbi

À hora em que escrevo esta crónica ainda nem começou o famoso dérbi lisboeta. À hora em que a está a ler já sabe o resultado. Escrever por antecipação sobre um jogo tão importante e, igualmente, decisivo, é um belíssimo exercício de futurologia. Quem ganhou pode ter ganho o campeonato, só depende do famoso "de si". Quem perde sofrerá sempre do desgosto de perder para o rival. Jesus tornou a equação ainda mais difícil de resolver. Mas este tem sido dos mais emocionantes campeonatos dos últimos anos. Onde treinadores e dirigentes ocupam também um palco principal , normalmente dos jogadores. A ter perdido (não sei) poderá ressuscitar na Páscoa. E estas terem sido apenas amêndoas amargas para o clube da luz. As lágrimas ficarão do lado de alguém. As mesmas que vi, correrem rosto fora do famoso Toni, esta semana, no ‘Você na TV’. Jogador, treinador, homem, direito, como o curso que não terminou. Nas leis desta vida vê agora, amigos de jogo, em situação difícil. No caso Artur, que alinhou pelo Sporting. Ali, no seu olhar, não havia nenhum dérbi. Aliás, no rosto de Toni, só água salgada. Lembranças de um futebol, que será sempre um mar de emoções.

Por Cristina Ferreira
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