Cronistas
José Ribeiro Editor chefe

Benfica cai com estrondo

Entre 2012/13 e 2016/17 o Benfica ocupou sempre lugares no top 10 do ranking da UEFA, entre o 5.º e o 9.º. Foram cinco anos de resultados muito positivos, mais na Liga Europa, é certo, que na Liga dos Campeões. Nesse período, o FC Porto só por uma vez se classificou melhor (8.º em 2012/13, quando as águias estavam na nona posição). Num ápice, e de forma surpreendente, o tetracampeão fez o impensável: cinco derrotas na Champions e uma arrepiante queda no ranking, o qual, no final da temporada, vai apresentar os encarnados próximos da 20.ª posição (ou mesmo fora do top 20, dependendo daquilo que Chelsea, Tottenham, D. Kiev, Villarreal, Besiktas e Roma ainda fizerem). Simultaneamente, o FC Porto voltará a ficar como primeiro clube português na tabela europeia.

Como se percebe, basta um ano mau para apagar tudo o que de bom foi feito até aí. E este talvez seja o momento certo para o Benfica promover a reflexão interna e identificar o que correu mal em todo este processo. Até porque a resposta da equipa, na Champions, nunca esteve perto daquilo que fez há um ano, nem sequer se aproximou de algumas exibições a nível interno. Ora, um grupo acessível, que deveria valer ao Benfica 7 a 9 pontos, mostra por agora um zero bem redondo, com tudo o que de negativo isso acarreta, no prestígio, para quem partiu como cabeça-de-série. Na história da competição, nunca se viu nada assim. E só o Monaco de Jardim pode evitar este recorde negativo: se o Benfica vencer o Basileia e os franceses perderem no Dragão, passam a ser eles os piores cabeças-de-série de sempre.

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Por José Ribeiro
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