O FC Porto garantiu ontem mais um apuramento na Liga dos Campeões, depois de um triunfo claro sobre o Monaco. Precisava de ganhar... e ganhou ‘sem espinhas’, mesmo depois de mais um disparate de Felipe (os olhos dos árbitros da UEFA parecem diferentes...). Nas mais das vezes os dragões são assim na Europa: não falham. Pela 14.ª vez passam para lá da fase de grupos. É obra, se levarmos em conta que esta prova vai apenas na 26.ª edição. Significa que em mais de metade dos anos da competição, quando esta entrou na fase decisiva os azuis e brancos estavam lá, cumprindo bem mais do aquilo a que se convencionou chamar de ‘serviços mínimos’. E nem sempre precisaram da colocação no Pote 1 para somarem este tipo de êxitos.
Se compararmos os números portistas com os das restantes equipas portuguesas o feito ganha ainda significado. Porque o Benfica só por cinco vezes atingiu a fase seguinte da Liga dos Campeões e o Sporting só a experimentou uma vez. O FC Porto, portanto, mais que dobra os resultados dos rivais juntos.
O comportamento do Benfica na Champions foi mesmo o ‘desastre’ no ano. Rui Vitória apurou a equipa nas duas primeiras temporadas (até chegou aos ‘quartos’) e nada fazia prever um desfecho tão mau: o pior da história de uma equipa portuguesa nesta competição. Tivesse o grupo três equipas com tradição e poder e talvez se compreendesse. Mas... perder duas vezes com CSKA e Basileia? Marcar apenas um golo em seis jogos? Sofrer 14? Nada disto fez sentido. Esta nódoa não vai desaparecer facilmente.
Por José Ribeiro