Cronistas
José Ribeiro Editor chefe

Manipulação medíocre

Todos sabíamos que a ‘entrada em campo’ do vídeo-árbitro não iria colocar um ponto final nas discussões doentias sobre a arbitragem nos jogos dos três grandes. Quanto muito abriria um outro tipo de discussão, aquele de colocar em causa a competência do VAR (porque viu e não alertou; porque não viu e devia ter visto...). Em vez de um, agora discute-se o trabalho de dois árbitros. Tudo normal num país latino.

O que é necessário, e nesse ponto parece que o presidente da FPF, Fernando Gomes, não irá vacilar porque já garantiu o VAR em 2018/19, é manter em ação esta ferramenta essencial para dar mais verdade ao jogo. Não a verdade alternativa que alguns querem, mas a verdade possível, dentro dos condicionalismos. Esta, sempre melhor que em anos anteriores, desde que ajude a corrigir pelo menos um erro de vez em quando (e já ajudou).

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Dito isto, considero que a ‘brincadeira’ de difundir nas redes sociais imagens adulteradas de um lance (ocorrido no Aves-FC Porto), tentando demonstrar com as mesmas uma mentira, não seria nada de grave se não recebesse a chancela oficial de um clube, neste caso o Benfica. Não passaria, digamos, de uma manipulação feita por um medíocre que gosta de tentar enganar os mais distraídos (ou mais crédulos…) e provocar ruído. Mas disso não falta no espaço digital. A ‘brincadeira’ só se transformou em discussão nacional porque o Benfica lhe deu cobertura. E quem comete um erro destes não pode ‘assobiar’ para o lado e fazer de conta que nada tem a ver com o sucedido. Ou pode…

Por José Ribeiro
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