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Cronistas
Nuno Farinha Diretor adjunto

Os negócios que ficam pelo caminho

As transferências de Marega e José Sá para o FC Porto servem como confirmação daquilo que já se desconfiava: Bruno de Carvalho é o dirigente desportivo que conseguiu colecionar mais inimigos em menos tempo. A postura desafiante do presidente dos leões e a receita que tem utilizado na recuperação do clube são duas das razões para mais este falhanço do Sporting no mercado de transferências – depois de já ter acontecido semelhante desfecho com Danilo, Suk ou Cervi.

O estilo de Bruno de Carvalho é este – o que está no terreno desde março de 2013 – e dificilmente algum dia será diferente. BdC é muito mais do que o simples presidente-adepto. É o líder que nunca se tinha visto. Que corta a direito, que ataca quem lhe aparece à frente, que não mostra medo, que não recua, que corre atrás de um sonho sem dar sinais de cansaço.

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O caminho escolhido tem custos, porém. E esta dificuldade que o Sporting revela para fechar negócios que aparentemente chegam a estar bem encaminhados é o resultado da ausência de ‘alta diplomacia’ nas relações com o resto do Mundo. Nada de muito surpreendente. Se tiver sucesso e chegar ao objetivo final, BdC poderá mesmo dizer que foi contra tudo e contra todos. No fundo, foi essa a sua escolha desde o início.

Jorge Jesus, volta e meia, ainda diz coisas que não deveria dizer. Como esta, por exemplo: "Se a Taça da Liga fosse muito importante teria apostado noutra equipa e teríamos ganho." Não parece o mesmo homem que na semana passada tinha defendido uma ideia diferente: "O Sporting não tem uma equipa padrão. Há um onze muito flexível, em função da qualidade do plantel." O que Jesus fez ontem, no fundo, foi desvalorizar a equipa que defrontou o Portimonense. E também uma competição que o próprio já ganhou por cinco vezes.

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Por Nuno Farinha
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