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O FC Porto colocou na agenda a questão do ‘cimento fresco’ como argumento para tentar ganhar na secretaria o jogo que está a perder no relvado com o Estoril. Compreende-se: num campeonato tão apertado, todos os detalhes fazem a diferença. E três pontos são mais que um mero detalhe.
Não sou especialista em estruturas de betão, mas parece-me de senso comum que a segurança (ou falta dela) de uma bancada centra-se no bom ou mau estado de pilares e vigas. Se os suportes da bancada do Estoril são e estão seguros ou não, os engenheiros do LNEC o dirão no relatório prometido para amanhã. Até lá, faz bem o diretor de comunicação do FC Porto falar no ‘cimento fresco’ que viu nas ‘fotografias’. Enquanto coloca esse tema nos fóruns de discussão, estes passam ao lado da análise que realmente importa em termos desportivos.
O que se viu durante 45 minutos foi o pior FC Porto desta Liga. Tal não se deveu apenas à ausência de Brahimi, mas mais ao facto de Sérgio Conceição ter optado pela redundância de laterais nos corredores. Com um bom bloqueio do corredor central, o Estoril ‘tirou’ Danilo e Herrera das zonas de definição, ‘obrigando’ o adversário a levar o jogo para as alas. Só que aí nem Ricardo Pereira nem Layún conseguiam tirar ninguém da frente. Sem argumentos para ganhar duelos a equipa portista utilizou à exaustão o futebol direto, a qual não é, de todo, a sua matriz. Ao preparar-se para trocar Maxi por Corona ao intervalo, Sérgio Conceição ‘reconheceu’ o erro. Agora, tem 45 minutos para ganhar e fazer esquecer o ‘cimento fresco’.
Por José Ribeiro