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Cronistas
Daniel Sá Diretor Executivo do IPAM

Tendências no desporto

Cada vez mais assistimos a uma gestão profissionalizada do desporto, o que leva a serem aplicadas a clubes, federações, eventos ou atletas as melhores práticas de marketing e gestão. Consultoras e universidades pelo mundo inteiro dedicam cada vez mais tempo e dinheiro a analisar e compreender o fenómeno desportivo com o objetivo de aumentar as receitas que este pode gerar. A consultora Deloitte apresentou há pouco tempo as tendências mais importantes que vão marcar o desporto nos próximos tempos, onde destaco três em especial.

Longe vão os dias em que só recebíamos notícias sobre desporto apenas pelos jornalistas. Nos últimos anos, os atletas estão a transformar-se cada vez mais em criadores de conteúdo, normalmente através das redes sociais. Embora o papel do atleta como criador de conteúdo seja apenas um complemento para os media tradicionais, esta tendência pode-se tornar ainda mais importante nos próximos anos pois permitirá uma maior expansão e valor das marcas pessoais, além de abrir a porta para a futura geração de atletas construir as suas marcas, antes que se tornem nomes familiares. Os mais de 300 milhões de seguidores de Cristiano Ronaldo são uma prova clara disto mesmo.

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À medida que a tecnologia avança, o desafio de manter os adeptos constantemente envolvidos torna-se cada vez mais difícil. Qualquer pausa no jogo, ao vivo ou televisionado, faz com que os adeptos desviem a sua atenção para os seus telefones e consumam outros conteúdos. A crescente integração da realidade aumentada e virtual vai transformar a experiência do adepto, dando-lhe a oportunidade de se aproximar mais dos atletas enquanto possuem uma plataforma única para aceder a outros dados interessantes sobre a competição, clubes ou atletas.

Embora os clubes sempre tenham recolhido dados sobre os detentores de bilhetes anuais ou dos seus sócios, normalmente armazenam esses dados em bases de dados diferentes e em sistemas de informação não integrados. Os clubes com a profissionalização mais avançada estão, no entanto, a começar a pensar no adepto de uma forma mais integrada, fazendo por isso uma centralização dos dados para promover um envolvimento mais profundo e personalizado dos seus adeptos - dentro e fora do estádio.

À medida que os clubes e as ligas desportivas constroem e incorporam os sucessos da revolução do comércio eletrónico, podem passar a conectar todos os pontos de contacto do adepto com o clube, ajudando a vender bilhetes adicionais, além de gerar vínculos e experiências personalizadas que podem aumentar a vida útil ao valor dos adeptos. Isto significa maior lealdade, maior receita para o clube.

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Por Daniel Sá
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