A Liga portuguesa entra amanhã na 2.ª volta e neste momento tem três candidatos ao título, uma vez que um ou dois resultados podem provocar a troca de posições entre FC Porto, Sporting e Benfica. Olhando para os países do top 10 do da UEFA, onde encontramos semelhante competitividade? Apenas na Turquia, onde os seis primeiros estão separados por 6 pontos (Bélgica e Ucrânia têm ligas em sistema de playoff).
Já sabemos quem será o campeão inglês (Man. City tem vantagem de 15 pontos sobre o 2.º), alemão (B. Munique leva mais 11 pontos), espanhol (Barcelona soma mais 9 pontos) e francês (PSG lidera com 9 pontos à maior), ou seja, nestas ligas o interesse das segundas voltas já não se centra na questão do título. Em Itália a luta trava-se entre Nápoles e Juventus (separados por um ponto, com o 3.º a nove). Na Rússia, com 10 jornadas por disputar, o Lokomotiv tem uma ‘almofada’ de 8 pontos sobre 2.º e 3.º.
Servem os números para demonstrar que o poderio desportivo mais ou menos idêntico dos três grandes portugueses faz com que possamos assistir a um campeonato, se não espetacular, pelo menos intenso em termos de competitividade. E como se percebe, em 2017/18, é quase caso único na Europa. Podem dizer-me que tal está a ser conseguido à custa dos mais pequenos, porque o campeão português, ao contrário do que era habitual, termina atualmente as ligas com mais de 80 pontos. Permitam-me: isso não acontece, de há uns anos a esta parte, em Inglaterra e Alemanha, onde a divisão dos dinheiros da TV é vista como exemplar?
Por José Ribeiro