FC Porto e Aves proporcionaram um excelente espectáculo de início de época. Jogo intenso, com longos períodos de equilíbrio, chegou, inclusivamente, a ter mais Aves do que dragão durante algumas fases da 1ª parte. Aplausos para José Mota e os seus homens de barba rija que se deram à luta e acreditaram até onde lhes foi possível acreditar.
O FC Porto ganhou bem mas teve de suar e sofrer. De tal forma que em determinados momentos deixou passar a sensação de que estava a descontrolar-se em termos emocionais o que naturalmente só poderia ter más consequências. A expulsão de Conceição foi o pico do iminente desequilíbrio que... não aconteceu. Pelo contrário. Minutos depois do abandono de Sérgio, Maxi consumava a reviravolta e conduzia o FC Porto à 21ª Supertaça da sua história. É obra.
Conceição e jogadores enervaram-se e o comportamento do treinador em relação à equipa de arbitragem foi reprovável. Por isso, acabou (bem) expulso. Terminado o jogo, o Benfica entrou em cena. Fê-lo, aliás, no seguimento das acusações que o ‘vice’ Varandas Fernandes levantou há dias, sem poupar Liga e FPF, mas com o FC Porto na mira. O clima, de facto, está criado. Se porventura os ingénuos imaginavam uma atmosfera mais saudável para a nova época, bem podem tirar o cavalinho da chuva.
Por António Magalhães