Imagine-se o que poderia fazer a Seleção e mais precisamente Fernando Santos se Portugal tivesse uma liga forte e os talentos jovens ficassem mais tempo por cá. Não só à disposição dos treinadores portugueses e integrados num ambiente mais próximo da equipa nacional, mas também que os levasse a ter o apoio incondicional dos adeptos dos três grandes, tantas vezes infelizmente divididos quando se trata da equipa de todos nós.
Não é que seja impossível construir uma grande equipa quando os jogadores estão espalhados um pouco por todo o lado. Os brasileiros são obrigados a fazê-lo há muito tempo e não é por isso que deixam de ter grandes seleções. Mas resta saber se não seriam ainda mais fortes se pudessem, à imagem de alemães e ingleses, por exemplo, conhecer-se melhor.
Seja como for, Fernando Santos provou-nos que há muito mais talento do que o que vemos e que não tem medo de lançá-lo, na renovação que tem feito tranquila e sem dramas, mesmo que pelo meio cometa algumas injustiças. É o drama de quem é obrigado a fazer escolhas.
Também pela Seleção era bom que Vieira conseguisse cumprir a promessa de segurar os talentos emergentes do Seixal. Seria bom para todos nós. E fantástico para o Benfica, diga-se.
Por Bernardo Ribeiro