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Rui Vitória saiu ontem, uma vez mais, do registo habitual para defender a equipa. Percebe-se. Tantas vezes deixado sozinho esta época, tem-lhe cabido a ele defender o Benfica publicamente. É por isso obrigado a falar do que quer e e não quer. Também porque esta é uma temporada atípica na Luz. E há muita gente escondida a ver se o mau tempo passa. Vitória, com defeitos e virtudes, tem dado sempre a cara. Parabéns.
SAD e clube estão de acordo e não encontram razão para ver Paulo Gonçalves sair. Entendo. Seria mau sinal admitirem que algo está mal. Faz-me mais confusão serem tão poucos os benfiquistas – figuras públicas, entenda-se – que publicamente condenam o que se tem passado. Ricardo Araújo Pereira, Bruno Costa Carvalho e António Simões são os únicos com coragem para observar o óbvio. No maior clube português era de esperar que houvesse mais com vergonha. Há mesmo muita gente que no futebol quer ganhar a qualquer preço.
Peyroteo tem hoje nas páginas de Record a merecida homenagem, ele que é um dos grandes nomes do futebol europeu e não tem tido o devido carinho dos portugueses, inclusive sportinguistas. A história não mente. O meu avô, portista dos quatro costados, falava muito dele, de Travassos e de Azevedo. Na altura não era crime.
Por Bernardo Ribeiro