Os dispensados por Rui Vitória reservam surpresas interessantes. Ou intrigantes, acredito. Pedro Pereira custou cerca de 2,6 milhões mais Djuricic. Não se trata de um pequeno investimento. Mais, é um jogador que fez quase toda a formação na Luz. É difícil entender o tiro ao lado. Foi contratado à revelia do treinador ou um erro de scouting? A descida à equipa B não acaba com a carreira do jogador, entenda-se. Mas terá sido um balde de água fria para quem tinha feito 9 jogos na primeira época na Sampdoria e 12 na segunda. Os números talvez também devessem ter alertado quem comprou para que o jovem não estava preparado para render Nélson Semedo.
Hermes parece ter sido outro erro de casting. Um jogador que chegou a ‘custo zero’, é verdade, mas cujo rendimento nas oportunidades que teve ficou muito aquém do que é exigido num clube que acaba de festejar o tetra. Para quê trazer de fora quem é incapaz de fazer melhor dos que são formados, e bem, no Seixal? Não é só ali, diga-se. Os de Alcochete e Olival também têm queixas legítimas.
Horta é um caso estranho. O miúdo parece ter mais para dar mas acaba, também ele, riscado. Rui Vitória é bicampeão. E se é ele quem manda sair, manda bem. São os títulos que contam. E quem lá está vê coisas que nós cá fora não. Mesmo se às vezes mal.
Por Bernardo Ribeiro