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É domingo. O céu está cinzento, faz frio. A chuva persiste, não desiste e torna tudo ainda mais desagradável. O centro de treinos do Manchester United está ainda vazio.
Mourinho chega, vê-me, cumprimenta-me e convida-me a acompanhá-lo. Tenho o privilégio de ter o boss como guia nesta visita ao coração do clube mais valioso do Mundo.
A imensidão dos espaços verdes surpreende. São muitos campos de futebol juntos, sem separações, sem redes...um enorme prado com riscas brancas verticais e horizontais.
Era assim antes da chegada de Mou. Agora, a 'first team' tem um espaço limitado e as bolas perdidas já não vão para o além.
Sentamo-nos no grande refeitório, também ele totalmente renovado (tal como o ginásio, onde as máquinas existentes eram de museu). Os jogadores vão chegando, alegres, divertidos. Cumprimentam a team manager (outra novidade criada por Mourinho) e o boss. Pogba acena efusivamente ao boss, sorriso rasgado, e este responde-lhe da mesma forma. Comprovo pois a horrível relação entre jogador e treinador existente na imprensa.
Não consigo evitar o riso e o meu comentário sobre o que se escreve na imprensa tem como resposta um encolher de ombros do José, assim como quem diz "que hei-de eu fazer?".
O treino começa não sem que antes um grupo de jovens tenha a felicidade de posar junto dos craques. E acaba com a mesma alegria com que começou.
Regresso à cidade com uma certeza: amanhã [ndr. ontem] o MU pode ganhar, empatar ou perder, mas o nosso José está mais uma vez a transformar um clube grande num grande clube.