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Eládio Paramés
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Façam favor: joguem à bola

Segunda-feira, 26 de dezembro. Como todos os anos, em Inglaterra joga-se à bola. É o tradicional Boxing Day, dia em que os estádios ingleses ficam a abarrotar, mas com público diferente do habitual. Nas bancadas estão famílias inteiras e há um colorido, uma atmosfera e ambiente especiais. Quem já teve a oportunidade de assistir a um jogo nesta data sabe que é inesquecível. Em campo estão todos os craques da bola!

Por cá, e não só, diga-se em abono da verdade, os craques estão de férias. Uns no Brasil, outros na Argentina ou no Peru, mais uns quantos em destinos africanos e europeus, todos ou quase todos foram ‘descansar’ uns dias enquanto o campeonato pára. Discordo absolutamente desta paragem e destas férias intercalares. Os ‘craques’ do futebol são profissionais dos mais bem pagos do Mundo e os clubes, grandes ou pequenos, fazem ‘milagres’ para, ao fim do mês, o dinheiro lhes entrar nas contas bancárias. Dinheiro que provém também das receitas de bilheteira e o dia de ontem, quase sempre ‘feriado’, era propício a casa cheia e à consequente receita adicional bem saborosa. Na prática, era uma bela prenda de Natal para os adeptos e para os tesoureiros.

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Mas não. Não há campeonato.

E há mesmo quem diga que a paragem permite aos ‘craques’ descansar. Basta seguir o que alguns fazem nestes dias para constatar que tipo de descanso têm. Além disso… estão cansados. Mas cansados de quê? De treinar duas/três horas por dia e jogar 90 minutos uma/duas vezes por semana? Hoje em dia, o argumento do cansaço não colhe. Por isso, joguem à bola, se faz favor! O adepto a isso exige.

Por Eládio Paramés
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