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Sim, no futebol também há minutos fatídicos. E são fatídicos porque representam um início de jogo que contraria e obriga a repensar a estratégia pensada, ou porque já não permitem que esta seja alterada. Que o diga o Sporting, quando, contra o Real Madrid, parecia ter os 3 pontos e uns milhares de euros ganhos e acabou por sair do Bernabéu sem nada; que o diga o Barcelona que, no sábado parecia ter encurtado a distância que o separava dos madridistas e viu ficar tudo na mesma; e que o diga Mourinho que também viu dois pontos voarem mesmo ao cair do pano.
O Manchester United, aliás, parece ser o mais atingido por estes minutos fatídicos que lhe têm ‘roubado’ muitos pontos, alguns por culpa própria – este escusado penálti de Fellaini, um exemplo de azelhice que me leva a perguntar como é possível um profissional provocar uma falta daquele tipo, na primeira vez que toca na bola e quando sabia estar a minutos de conquistar a vitória? – outros nem por isso, mas todos a provocarem resultados negativos. Foi assim contra o Chelsea e o West Ham, que marcaram logo no início, obrigando a equipa de Mourinho a correr atrás do prejuízo; foi assim contra o Stoke, Arsenal e Everton, nos minutos finais com as mesmas consequências – pontos perdidos.
Escrevi aqui há tempos que este MU não era o MU de outrora, onde pontificavam jogadores de elevada craveira. Este é mais fraquinho, mas apesar disso Mourinho colocou a equipa a jogar um bom futebol, ofensivo, mais ‘rendilhado’, contrariando aqueles que o rotularam de ser defensivo e apostador num futebol feio, mas que deu muitos triunfos. Será que Mourinho tem de voltar a este esquema para escapar dos minutos fatídicos? Espero que não!
Por Eládio Paramés