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Falta pouco para o 'mercado' fechar e aqueles que, por distração, certamente, não se abasteceram a tempo e horas veem-se agora obrigados a pagar muito mais pelo que ainda se encontra disponível.
Wenger dizia, há um mês, que Mustafi não era jogador para o Arsenal. Face aos resultados e à pressão dos adeptos, o internacional alemão agora já serve. O que mudou? A disponibilidade do manager francês para pagar agora mais 15 milhões de libras do que há dois meses, valor que, na altura, o Valencia pedia e Wenger entendeu ser exagerado. Pague-se, que libras não faltam!
Mas, o que são 15 milhões de "pounds" neste mercado, onde o Cristal Palace dá uns 27 milhões deles ao Liverpool por Benteke e o City consegue ser o clube que mais gastou no Mundo - apesar da fortuna que o United deu por Pogba - com contratações que já ultrapassam ao todo um bilião de libras? E o petróleo está barato...
Dinheiro aqui não falta e por isso o Chelsea, cuja "filosofia" era uma aposta forte nos jovens, mandou todos embora, com excepção de Loftus-Cheek. Traoré foi para o Ajax, Baker para o Vitesse, Kenedy para o Watforfd, Aké para o Bournemouth, Kalas para o Fulham e até o terceiro guarda-redes foi trocado pelo «jovem» Eduardo! Compre-se, que libras não faltam!
Libras não faltam, mas o «mercado» impôe cada vez mais condições. Agora, por exemplo, os jogadores são "obrigados" a levar as suas companheiras às apresentações, pois elas também são motivo de reportagem. Não se estranhe, por isso, que em Manchester se diga que Schweinsteiger já passou esta época mais dias na cidade que em toda a passada, quando andou a acompanhar a mulher pelos torneios ATP, tendo sido visto pelo menos em Madrid, Valência, Maiorca, Dubai, Nova Iorque... Por isso, os «pesos pesados» em Old Trafford nem o querem ver. Ao contrário dos senhores do Bayer que o adoram, mas... de longe!