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Eládio Paramés
Eládio Paramés

Que alguém lhe Conte o que lhe aconteceu

O homem costuma ser um espetáculo dentro do espetáculo. Ele salta. Gesticula. Corre de um lado para o outro. Ele grita. Ele pede apoio aos adeptos. Ele põe o boné. Ele tira o boné. Ele esbraceja. Chega a trepar para a bancada do público. Ele é um verdadeiro artista circense.

Foi, por isso, surpreendente ver a sua cara no domingo. Mais parecia ter dores de dentes – alguma amêndoa mal trincada, pensei eu! A TV não se cansou de mostrar as expressões angustiadas, próprias de quem não entendia o que se estava a passar e, pior ainda, de quem não sabia como escapar ao ‘banho’ tático que levava. O homem passou 90 minutos mudo e quedo, incrédulo com o que se passava em Old Trafford.

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Sim, estou a referir-me a Antonio Conte, oriundo de uma escola – a italiana – onde os técnicos são vistos como ‘reis’ da tática. Serão, mas se no anterior duelo com Mourinho, para a Taça de Inglaterra, o ‘banho’ que estava a levar só não resultou por o árbitro lhe ter dado uma mãozinha, colocando o United a jogar com 10, desta feita, sem a ‘ajudinha’, engoliu duas ‘amêndoas’ e mais não foram porque os homens de Mourinho voltaram a ser perdulários.

E ao contrário do que por aí se vai dizendo, Mourinho não voltou a ser ‘Special’. Mourinho nunca deixou de ser ‘Special’. Pode ganhar, empatar ou perder – os resultados dependem de muitos fatores, imprevisíveis e inesperados e, por vezes, até exteriores ao jogo. Mas Mourinho nunca deixou de ser o que fez dele um dos melhores treinadores do Mundo: rigoroso, inteligente, ganhador e inovador! A Premier ainda não acabou!

Por Eládio Paramés
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