Foi em Itália, na época 1995/96, que a bronca estalou. Jogadores da Juventus foram acusados de se terem dopado na altura com a famosa EPO, ou seja, em linguagem simplista, de serem sujeitos a transfusões sanguíneas para aumentarem o rendimento desportivo. O caso deu brado e o calcio estremeceu. As análises eram conclusivas e definitivas, de acordo com as autoridades do controlo antidopagem, e o assunto acabou na barra dos tribunais. Recurso atrás de recurso, mais influências de vários lados, acabaram por possibilitar a prescrição do processo e de não ter havido alguém seriamente punido, para desespero dos controladores.
E quem era então o capitão da Juve? Antonio Conte! Mais tarde, este mesmo senhor esteve suspenso seis meses, acusado de estar envolvido no ‘arranjo’ de resultados. Negou, claro, mas da fama de estar envolvido em negociatas menos claras nunca mais se livrou. E é este senhor, de passado impoluto, como se pode ver, que vem agora acusar José Mourinho, entre outras coisas, de "pequenez". Será, mas é muito maior o que o italiano na quantidade de títulos conquistados e em… cabelo!
Posto isto, registe-se a capacidade de equipas que disputam o Championship, um campeonato cada vez mais interessante. Registe-se, para exemplificar, dois resultados recentes: o do Bristol, que arredou o Manchester United da Taça da Liga, e o do Notthingham Forest, que não esteve com meias medidas e atirou o Arsenal borda fora da mítica Taça de Inglaterra. Dois exemplos de como esta competição merece ser olhada e seguida de forma mais atenta.
Finalmente quero destacar a compra de Coutinho pelo Barcelona que pelos vistos envolve valores astronómicos: 120 milhões de euros mais 40 por objetivos para o Liverpool. E note-se que o nome do MU, como tantas vezes acontece para fazer render o peixe, nem sequer veio à baila…
Por Eládio Paramés