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Eládio Paramés
Eládio Paramés

The british Justice e a Justiça portuguesa

São palavras parecidas, mas nada mais do que isso. Lá, a Justice - desportiva, entenda-se - funciona e é célere. Cá, não é uma coisa nem outra.

Tomemos como exemplo o caso Aguero. O dianteiro do Manchester City «enfiou» uma cotovelada na cara de um adversário, Reid, no jogo contra o West Ham. O árbitro não viu e consequentemente nada assinalou, mas as imagens televisivas correram mundo. O jogo foi dia 28 de Agosto!

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A meio da semana seguinte, mais precisamente dia 30, a comissão de disciplina da FA anunciava ter sido o argentino punido com 3 jogos de suspensão, numa decisão tomada por unanimidade. E dava um prazo ao clube, até 31, para este recorrer do castigo. O City recorreu, mas um comité independente, composto por 3 membros, rejeitou liminarmente o recurso e manteve a punição. Tinham passado meia dúzia (!) de dias sobre a data em que os factos ocorreram. A Justice foi clara e célere, como deve de ser, desprezando mesmo o haver esta semana um United-City. Aguero teve conduta imprópria e foi punido! Ponto final.

Por cá, bem podem as televisões passar e repassar imagens semelhantes, sejam elas de cotoveladas, estaladas ou entradas às canelas com os pitões das chuteiras. E os exemplos – que não dou por não ter espaço – são inúmeros. O árbitro não viu, o que é perfeitamente aceitável, mas o resto do país vê. Mas não passa nada. Nem Justiça!

E poderia passar se a nóvel Comissão de Instrutores da Liga instruísse. Algo que não tem feito, apesar do seu Regulamento o permitir. Por esta razão, o Conselho de Disciplina da FPF continua de "férias" desde o início da temporada e os comportamentos violentos continuam a passar impunes. É sempre «bola até ao pescoço», como se diz na gíria.

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E eu pergunto: será que na Liga ninguém vê as transmissões da bola?

Por Eládio Paramés
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