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Álvaro Pacheco tem chegada prevista ao aeroporto do Rio de Janeiro neste domingo. Com ele, nunca houve tantos treinadores portugueses no Brasileirão, ao mesmo tempo.
Pacheco vai encontrar um clube gigantesco, o Vasco, há 25 anos em crise e com apenas um troféu nacional no século 21.
Também se juntará a um grupo de treinadores portugueses, que têm ajudado o Brasil a mudar seu perfil táctico. Não se trata de uma crise técnica do país cinco vezes campeão mundial, mas de ampliação do repertório de sistemas e jogadas.
O Brasileirão começou com oito estrangeiros, já são dez, ao final da primeira ronda de 2023 eram treze, mas havia começado com onze. Os portugueses são cada vez mais respeitados, por causa de Abel e Jorge Jesus.
Mais por Abel Ferreira.
Jorge Jesus tem um quê de Dom Sebastião, porque os flamenguistas pensam que um dia voltará.
Dos dez treinadores do Brasileirão nascidos no exterior, à chegada de Álvaro Pacheco, seis são portugueses e quatro argentinos.
Já houve mais treinadores estrangeiros no Brasil.
Nunca tantos portugueses ao mesmo tempo.
Abel Ferreira no Palmeiras, Artur Jorge no Botafogo, António Oliveira no Corinthians, Petit no Cuiabá, Pedro Caixinha no Bragantino, Álvaro Pacheco no Vasco.
O repertório tático aumenta, a segurança para os trabalho ainda não. No Brasil, troca-se de roupa como de roupa íntima e isto quem disse, lá longe, foi Jurgen Klopp. No ano passado, o Goiás contratou Armando Evangelista, credenciado pelo quinto lugar do Campeonato Português com o Arouca.
Desta vez, Álvaro Pacheco chega depois do quinto lugar pelo Vitória de Guimarães.
De um lado, é uma vitória do Brasil. No passado, a falta de dinheiro fazia perder jogadores no meio da época. Agora, André Silva troca o Vitória pelo São Paulo, Artur Jorge sai do Braga para o Botafogo, antes de as vagas na Europa se definirem.
Mas o Brasil segue a trocar de técnicos como de cuecas. Isto não é bom para as equipas, nem para os treinadores.