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Este fim-de-semana houve o FC Porto-Benfica, mas só se jogou no domingo à noite, em que foi um agradável jogo de seguir, sem casos de arbitragem e poucas polémicas. A expulsão de Otamendi foi natural e consensual pela acumulação de cartões amarelos. Otamendi já foi jogador do FC Porto, porém tudo se processou de forma pacifica e tranquila.
Mudando de jogo, na noite de Sábado houve um jogo muito interessante o Valencia- Real Madrid. Deixei de seguir o Real Madrid quando Ronaldo abandonou o clube, porém ultimamente tenho-me interessado, de novo, pela forma como Ancelotti consegue reinventar a equipa e escalar o 11 inicial, tendo em conta, que o balneário se tornou uma enfermaria.
O jogo foi interessante e num ápice o Valencia estava a ganhar 2-0, contudo o Real Madrid nunca se rende e começou a remontada chegando ao 2-2.
Porém, aconteceu o insólito, o árbitro Gil Manzano, que até aí, tinha feito uma arbitragem irrepreensível, cometeu um erro de palmatória.
Confesso que o Real Madrid tem sido clamorosamente beneficiado pela arbitragem. Ainda há pouco tempo, contra o Almeria foi uma vergonha e mudei de canal, devido a não aceitar o favorecimento descarado do Real Madrid.
O árbitro Gil Manzano decidiu acabar o jogo com a bola no ar, aos 98'40", após cruzamento de Brahim Diaz. O árbitro deveria ter apitado antes do início da jogada ou não apitava e deixava seguir o jogo.
O problema é que o cruzamento permitiu a Bellingham marcar golo. Se tal, não tivesse acontecido não estávamos agora a falar nesse lance polémico e estranho.
O árbitro tinha feito um bom jogo e tomado decisões correctas em lances de decisão difícil. Eu diria que para se ser bom árbitro é preciso ter um bocadinho de sorte.
O certo é que o Real Madrid perdeu 2 pontos que lhe podem fazer falta para as contas, para ser campeão de Espanha.
Aquele minuto final do árbitro foi o seu pior minuto como árbitro, ficará na história do futebol, por más razões.
O problema para o Real Madrid , para além , do golo anulado, foi a expulsão de Bellingham, por protestos, que tinha regressado à equipa depois de uma lesão.
Incrível como uma arbitragem excepcional , num jogo de risco, controlada até ao final e no último minuto tornou-se uma casa de errores.
Uma sequência inábil: não ter apitado, deixar o jogo continuar, fingir, não apitar prontamente e deixar centrar a bola.
Por fim, apitar com a bola a ir para a cabeça de Bellingham. Porém foi golo. Isso muda toda a história.
É uma situação muito delicada.
O árbitro devia ter deixado o jogo continuar. O timing escolhido para finalizar o jogo foi um erro.
A explicação para este erro, passa por que um árbitro também erra.
O futebol que é um fenómeno social e desportivo não tolera nem está preparado para um árbitro errar. Porém, os jogadores erram, os dirigentes erram, assim como, os jornalistas desportivos erram.
Todos na nossa vida profissional erramos, esta é que é a verdade. Mas há erros e erros…
Por Joaquim Jorge