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Joaquim Jorge
Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

A loucura do futebol

A contratação de jogadores estrangeiros por parte de clubes chineses à base de somas estratosféricas tem agitado o mundo de futebol nos últimos tempos. É uma loucura!

Carlos Tévez, que jogava na Juventus, pediu para ser transferido para o Boca Juniors, alegando que na vida o dinheiro não é tudo. Ingressou num campeonato menos conhecido e foi ganhar menos dinheiro. Todavia, num ápice, mudou de ideias e foi para o Shangai Shenhua, sendo o jogador mais bem pago no ranking mundial - 40 milhões de dólares por cada uma das duas épocas. Wayne Rooney esteve para superar esta cifra, mas desistiu. Rooney iria ganhar 1 milhão de dólares por semana, o que dava por época 48 milhões de dólares.

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Ler uma notícia destas até arrepia e dá náuseas a um cidadão normal que tem uma vida no dia-a-dia usual.

Devido a esta e outras loucuras, o governo chinês interveio limitando o número de futebolistas estrangeiros que podem jogar em cada clube: passou de 4 para 3.

Segundo os dados do Sistema de Gestão de Transferências Internacionais da FIFA, publicado no jornal 'El País', a China aumentou nove vezes o dinheiro investido na compra de jogadores estrangeiros no seu campeonato desde 2012. Passou de 51 para 451 milhões de dólares. O grupo Guangzhou Evergrande é o responsável da maior parte deste quinhão.

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O país que mais gastou em 2016 com a compra de jogadores foi Inglaterra com 1.373 milhões de dólares, seguido da Alemanha com 576 milhões de dólares. Portugal gastou 178 milhões de dólares.

Todavia, no balanço de compra e venda de jogadores entre 2012 e 2016, Portugal ocupa o primeiro lugar destacado com 1.244 milhões de dólares. Os clubes portugueses venderam sempre mais caro do que compraram. Têm um superavit altamente positivo e mostra que o mercado de jogadores em Portugal é atraente para jovens jogadores que depois dão o salto para os clubes poderosos da Europa. O mercado de futebol português é um ponto de passagem e uma montra para dar o salto. Lembro-me de Falcão, Di María, Pepe, recentemente João Mário, Slimani, entre outros.

Com tanto dinheiro em jogo, as equipas querem cada vez mais garantias do que investem e que se obtenham resultados. O 'conditional fees' (honorários condicionados), cláusula que contempla uma parte do preço do jogador transferido só é pago se o jogador cumprir determinados objetivos: jogar um número mínimo de partidas no novo clube, o clube conseguir uma classificação para determinada competição, número de golos marcados, entre outras.

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Nota: O Barcelona, depois do 6-1 ao PSG ajudado pelo árbitro, perdeu com o Corunha. Neymar fez muita falta. O Monaco mereceu, depois de em Manchester ter encostado o City às cordas grande parte do jogo. O FC Porto e o Benfica não podem competir contra tantos milhões. Federer voltou a vencer Nadal, agora, em Indian Wells.

O autor escreve ao abrigo do antigo AO

Por Joaquim Jorge
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