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Djokovic é o "patinho feio" do ténis mundial, as pessoas gostam mais de Nadal ou Federer, Djokovic, por vezes, tem atitudes e comportamentos em que se põe a jeito.
Contudo, a nível desportivo é um fora-de-série que nunca desiste, luta e parece um rolo compressor. O seu jogo é multifacetado e com uma disponibilidade física fora do comum.
Este Open da Austrália, também foi um ajuste de contas com o que passou o ano passado, em que foi preso, de seguida, deportado, por ter-se recusado tomar a vacina anti-Covid.
Na altura achei um exagero, Djokovic serviu como exemplo para quem não queria tomar a vacina e, também, foi apanhado por tricas políticas com finalidades eleitorais.
Ao vencer o Open da Austrália conquistou 22 Grand Slam, igualando Rafa Nadal, mas com toda a certeza não vai ficar por aqui. Nadal com as frequentes lesões, somente em Roland Garros pode ter uma palavra a dizer, tendo em conta ser o seu piso preferido – terra batida.
Esta vitória teve um sabor muito especial: venceu o Open da Austrália e assumiu o número 1 do ATP.
Não tenho dúvidas que foi a sua vitória mais importante, tendo em conta toda a pressão e desgaste provocado pelo último ano em que muitos países não permitiram que jogasse.
Há muitos razões que fazem de Djokovic o melhor jogador de ténis da história: a sua regularidade, é o jogador com mais semanas como líder do circuito ATP (373); recorde de pontos numa época, acumulou em 2015, 16.785 pontos graças a 11 títulos; detém o primeiro lugar no Masters 1000 (venceu 37), Nadal tem menos um; único jogador a ter vencido todos os nove Masters 1.000; apesar dos seus 35 anos, a caminho dos 36, a sua dieta e as rotinas que segue fora da competição mostram o seu potencial; Djokovic venceu o ATP Masters Cup por seis vezes, igualando o recorde de Roger Federer.
Djokovic ainda não poderá jogar nos Estados Unidos, assim, não jogará em Indian Wells e Miami novamente, mas a sua voracidade e eterna insatisfação não o farão desistir.
Da mesma maneira que tinha umas contas pendentes na Austrália, quando poder voltar aos USA, saldará essas contas à sua maneira, no seu estilo e triunfará, de novo.
Por Joaquim Jorge