_
O FC Porto jogou de igual para igual em casa do Arsenal. Teve inúmeras oportunidades e não as concretizou. Nunca se intimidou com o ambiente do estádio, mostrou galhardia e personalidade.
Mas, o futebol por vezes é cruel e não contempla vitórias morais. O FC Porto ir a prolongamento foi muto bom, porém a lotaria dos penáltis deitou tudo a perder.
Foi pena! O FC Porto fez um belo jogo. Esta derrota pode porventura ter influência nas eleições em Abril do FC Porto.
Penso que nenhum portista quer que o FC Porto perca, mas tendo em conta a conjectura interna e o ambiente avizinha-se uma disputa ainda mais acesa.
O FC Porto perdeu, isso também tem influência na economia do clube, deixa de entrar os milhões do seu apuramento para os quartos-de-final.
O guarda-redes do Arsenal, David Raya, foi o herói do jogo, defendendo dois remates, um de Wendell, outro de Galeno.
Não nos podemos esquecer que o Arsenal é líder da Premier League, mas o FC Porto fez-lhe frente, por vezes com as suas saídas de contra-ataque intimidou o Arsenal e fez os seus adeptos sofrerem.
Sérgio Conceição escalou uma equipa de combate, que complicou muito a tarefa do Arsenal. Arteta é um treinador que por vezes não mede o que faz e o que diz, tem a mania que é o Guardiola 2, mas não é, uma fotocópia nunca consegue ser o original.
Muito efusivo e espalhafatoso para o meu gosto. Sérgio Conceição teve uma postura irrepreensível que só dignifica o FC Porto e o futebol português.
Num jogo de mata-mata, qualquer falha é o fim. A falha de dois penáltis sentenciaram o jogo. Hoje em dia o futebol é de detalhes e quem falhar menos, vence um jogo.
O FC Porto no prolongamento nunca demonstrou medo, mas não foi suficiente.
Foi uma duríssima eliminatória em que o FC Porto funcionou como um bloco duro, físico e com velocidade. O FC Porto manietou durante o jogo o Arsenal.
O FC Porto demonstrou que não fica nada a atrás do Arsenal, mas no futebol não há vitorias morais, os golos é que contam.
Por Joaquim Jorge