Joaquim Jorge
Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Manchester United–Manchester City

Domingo à tarde, lá estive em frente à televisão, com o meu filho, para ver o grande derby: Manchester United- Manchester City. Em Portugal não tenho preferência de clube, sou mais pela selecção nacional, ao contrário, fora de Portugal sigo com muito agrado, alguns jogadores portugueses e, essencialmente José Mourinho esteja onde estiver.

Um jogo maravilhoso cheio de emoção, mas com manifesto azar para José Mourinho. Sofreu um golo perto do final da 1.ªparte que poderia ter sido fatal no ânimo do Manchester United, mas conseguiu empatar num lance também esquisito.

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A saída prematura de Rojo por lesão na cabeça, também condicionou as substituições. Lukaku é um jogador muito voluntarioso, mas por vezes, perde-se e foi o coveiro da sua equipa.

Apesar da pressão e do jogo psicológico de Mourinho, antes do jogo, chamando a atenção para atitudes e comportamentos dos jogadores do City, assim como, a Guardiola por usar na lapela um laço amarelo, solidarizando-se com quem exige, um referendo de independência da Catalunha. Mourinho adora desestabilizar e tentar criar crispação, mas não funcionou e saiu derrotado em sua casa.

Um jogo fantástico em que o Manchester City teve a posse de bola, mas longe da área do Manchester United. Esta táctica de Mourinho, de esperar e fazer o contra-golpe, funcionou muito bem em Espanha, mas neste jogo não deu resultado. Mourinho alega que houve um penálti sobre Herrera, mas só por si não é justificação.

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Guardiola colocou as suas peças como o fazia em Barcelona. Aliás, o Manchester City joga como jogava o Barcelona, mas a sorte também bafeja os audazes e o Manchester City entrou em Old Trafford ao ataque, com posse de bola e com autoridade. Não é para qualquer um!

Ao Manchester United falta a magia de Ibrahiomivic, mas vem de uma grava lesão com 7 meses. A diferença de 11 pontos na Premier League é enorme, mas num ápice tudo pode mudar.

Apreciei o jogo e gostei da atitude e comportamento dos jogadores, procurando jogar sempre para a frente, tirando a parte final em que o Manchester City procurou controlar a posse de bola. O árbitro foi excelente, deixando jogar e não beneficiando o infractor. As jogadas seguiam e quando a bola saía ou havia uma falta, com paragem do jogo, não se esquecia de mostrar o cartão amarelo a quem cometeu infracção.

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Um jogo desta qualidade e com este empenho táctico e físico dá gosto ver, só tenho pena que em Portugal não se jogue assim.

Guardiola é a besta negra de Mourinho em 20 embates, Mourinho perdeu nove, empatou sete e venceu quatro. Esses quatro alguns foram decisivos; pelo Inter chegou à final e venceu a Liga dos Campeões; pelo Real Madrid ajudou a vencer a Liga espanhola.

Infelizmente, lá como cá, no final do jogo houve arrufos entre jogadores onde não faltou arremesso de garrafas de água. Triste, mas ao menos, essas cenas nada edificantes não foram registadas pelas câmaras. Todavia, Mourinho tem que aceitar que o Manchester City é uma grande equipa que pode vencer qualquer um. Mourinho tem que ter algum fair-play quando perde. É preciso saber ganhar, mas também é preciso saber perder.

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A rivalidade está para durar e vai continuar. Mourinho e Guardiola têm ambos 2 Ligas dos Campeões, Mourinho tem 8 ligas e Guardiola 6 ligas. São dois dos melhores treinadores do Mundo, cada um, com o seu estilo.

Fundador do Clube dos Pensadores

*escrevo ao abrigo do antigo AO

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Por Joaquim Jorge
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