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Nadal rei da terra batida voltou ao trono perdido, coroando um regresso incrível. Foi um retorno ao mais alto nível!
Nadal, antigamente, quando era mais jovem, baseava o seu jogo na impetuosidade, na intensidade e na força mental. A sua compleição física mostra que é uma força da natureza.
Agora, com a ajuda inestimável de Francis Roig e Carlos Moyà, melhorou tecnicamente quase todos os golpes. Actualmente Nadal é mais maduro e convincente.
Todavia há alguém que o tem acompanhado desde sempre, quer nos bons momentos, quer nos maus momentos. O seu tio Toni Nadal tem sido importantíssimo na sua recuperação mental e mostrar que podia voltar a ser o grande Nadal. Nadal depois das suas lesões dava a entender que não conseguiria ser o que já tinha sido. Mas Toni Nadal aceitou o que se estava a passar e deu a volta por cima.
Uma dupla inquebrantável e inseparável que foi reconhecida por Nadal ao querer o seu tio no pódio na cerimónia final da entrega dos troféus.
Vamos ver depois disto o que consegue Nadal fazer. Este ano só perdeu para Roger Federer duas vezes, mas isso, parece que não o afectou. A sua ambição não tem limite.
Não há nada a fazer em terra batida contra Nadal. Conquistou o seu 10.º título em Roland Garros e tornou-se uma lenda que transcende o desporto, com contornos de extraterrestre.
Stan Wawrinka foi derrotado com um contundente 6-2, 6-3 e 6-1. Nadal recupera o 2.º lugar do ranking ATP e só falta passar Andy Murray, muito irregular este ano.
Nadal é a terceira vez na sua carreira que acaba o torneiro sem ceder um set, soma o seu 15.º Grand Slam (o primeiro em três anos). Cedeu 35 jogos em 7 partidas, a 3 do recorde de Borg em 1978.
Caminha para tentar chegar aos 18 Grand Slam de Roger Federer. E, ser de novo o número 1. Vamos ver o que se passa em Wimbledon. Bjorn Borg afirmou que Nadal é o melhor jogador de todos os tempos em terra batida. Mas agora vem a relva.
Vai ser interessante um novo confronto Federer-Nadal.
Fundador do Clube dos Pensadores
*escrevo ao abrigo do antigo AO
Por Joaquim Jorge