No Real Madrid não chega ganhar jogos, são necessários títulos. Já venceram a Liga, mas o mais importante ainda falta, esta quarta-feira deram um passe de gigante.
O verdadeiro jackpot é vencer a Liga dos Campeões, para isso, O Real Madrid tinha que superar o Bayern de Munique.
A filosofia do clube é a promoção do sucesso. A estratégia de Florentino Pérez levou a reduzir, reconsiderar e não entrar em loucuras de contratações. Verdade seja dita que soube gerir o momento difícil para o futebol pela pandemia e aproveitou para parar e repensar.
O Real Madrid – Bayern de Munique na 1.ª volta ficou 2-2. Na 2.ª volta, o Bayern de Munique esteve apurado até muito perto do final, mas num ápice tudo mudou e o Real Madrid deu a volta à situação.
Eu sei que, houve um golo polémico anulado ao Bayern de Munique, por pretenso fora de jogo, mas não chega para tirar brilho a este apuramento.
O Real Madrid é um "case study" no mundo do futebol, parece que tem uma força interior que o catapulta para dar a volta a resultados desfavoráveis. Tenho vivido essas emoções com alegria, espanto e reconhecimento do trabalho dos jogadores e de Carlo Ancelotti.
Se, isso acontece uma vez poder-se-ia dizer que foi sorte, mas não é bem assim, acontece inúmeras vezes sempre com protagonistas diferentes. Quem diria que Joselu seria o herói desta eliminatória, jogando uns míseros minutos?! Ninguém.
O Real Madrid parece imortal, é o clube dos milagres. No Real Madrid há sempre soluções no banco para resolver os problemas.
O Real Madrid é uma equipa compacta, coesa em que nunca se acabam as pilhas. Inacreditável!
Há sempre um herói convidado para a festa, neste caso, foi Joselu, um 9 que veio para substituir Benzema, mas que pouco joga.
Vinicius, atualmente, é o melhor jogador do Mundo. Neuer fez uma tremenda exibição, parando remates certeiros, mas não segurou uma bola e passou de herói a vilão.
O golo de Davies parecia que a final estava longínqua, mas a fé do Real Madrid fez, de novo, tudo.
Jogar contra o Real Madrid e entrar no seu estádio gera um nervoso miudinho e cria um pavor nos jogadores adversários e no seu treinador. É algo inexplicável e um "case study".
Para obstar a tudo isto, há o lendário Ancelotti com a sua capacidade de ler o jogo e mudar as peças como se tratasse de um jogo de xadrez.