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Email. Voucher. Corrupção – ativa e passiva. Conflito de interesses. Favorecimentos. Manipulações. Árbitros. Insultos. Ministério Público. Polícia Judiciária. Processos. Tribunal. Todas estas palavras e nomes de instituições têm, e não parece, um denominador comum: o jogo de futebol. Seguramente, ainda, o mais excitante espetáculo à face da Terra e, por muito malbaratado, também entre nós. Ou não tivesse ele intérpretes como Cristiano Ronaldo, Messi, Neymar, Ibrahimovic, Dybala ou Iniesta, mas também Danilo ou Felipe, Luisão ou Jonas, Rui Patrício ou Gelson e todos aqueles que ajudaram Portugal a ser campeão da Europa. Só que por aqui, por força de uma conjuntura marcada por múltiplas suspeições acirradas pelo tempo, os últimos tempos têm sido insuportáveis. Todos os dias somos confrontados com factos novos, que temos de comentar por muito que não queiramos, e o essencial fica sempre para trás. É por isso que quando se diz que se está a matar esta indústria, há muito que falta dizer quem e porquê. Mesmo assim, apesar da nublosa que infeta (eventualmente numa viagem sem regresso) o futebol… esta noite há clássico, para que conste. No Dragão. Entre duas das melhores equipas lusas. Recheadas de bons jogadores. Lideradas por treinadores com provas dadas.
Nesse quadro, não seria bom deixar passar o clássico? E será pedir muito um clássico sem desconfianças e que quem tiver de ganhar que ganhe? Será pedir muito? Como seria bom termos um fim de semana sem foguetório. E sem imagens manipuladas!