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José Manuel Freitas
José Manuel Freitas

Depois do título... todos acreditaram

A poucas horas do regresso da Seleção Nacional ao caminho que, espero, lhe dê acesso ao Mundial da Rússia, não posso deixar de recordar uma frase de Cristiano Ronaldo no decurso da recente homenagem promovida pela FPF aos heróis de França, em que sem qualquer problema afirmou que "muitos dos que estão nesta sala se calhar também não acreditavam". Eu não estava na sala, nem nada fiz que merecesse tal presença, e fui dos que nunca acreditei que fosse possível este grupo dar tamanha alegria a um Povo tão sofrido e que encontra no futebol espaço para mitigar desgostos. Tal como eu, eram aos milhões os que achavam impossível Portugal ser campeão, embora tivessem esse desejo, mas mal terminou o jogo em Paris assumiram, dos mais variados modos que sim, que nunca duvidaram ser possível tal feito. Depois do título conseguido ficou mais fácil dizerem que desde o primeiro segundo sempre viram Portugal campeão, quando na verdade o único (tenho a certeza que todo o grupo de trabalho, ‘staff’ incluído também pensava assim) que oficialmente sempre mostrou essa convicção foi Fernando Santos. E para que não reste qualquer dúvida, em tempo oportuno, desejo, como sempre desejei o melhor para aquela que é para mim a equipa mais bonita deste País, mas não acredito que possa conquistar o Mundial. Pode ser que continuando a ser do contra dê sorte…

Está de regresso aquela que é outra das minhas paixões: a Fórmula 1. Sim, farei algumas madrugadas, porque gosto de ver as corridas em direto, não perderei nenhum treino e ficarei, como vem acontecendo há algum tempo, que a Ferrari me dê uma alegria e acabe com o reinado da Mercedes. Michael Schumacher merece essa alegria. Esteja ele como estiver…

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Por José Manuel Freitas
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