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Com o clássico que pode ter importância capital na atribuição do título a bater-nos à porta, numa altura muito conturbada do futebol português, com queixas constantes de dois baluartes do Desporto português, mais castigos que chegam fora de horas – e alguns nem sabemos quando chegarão -, sem esquecer a história muito mal contada da claque de apoio à Seleção Nacional (peço muita desculpa mas à FPF soube bem o apoio no Europeu da nossa felicidade, mas agora só merece reparo veemente a forma como procura sacudir a água do capote), só me faltava ter uma madrugada violenta como a de ontem, por ver envolvido num esquema de viciação de resultados um cidadão que se tem cruzado milhentas vezes na minha carreira. Sempre tive com Abel Silva uma relação cordial, educada, de amizade até, e neste momento complicado por que passa, aquilo que mais desejo é que tudo o que está a acontecer não passe de um grande equívoco. Mas mesmo que a Justiça não esteja do seu lado, manterei com ele os mesmos princípios de sempre. E é por isso, igualmente, que aquilo que mais desejo neste sábado é que no Benfica-FC Porto todos os intervenientes tenham pelo futebol o respeito a que este os obriga. Que o clássico possa contribuir para a revitalização de uma indústria que disso tão precisada anda.
Tenho por Ronaldo admiração sem limites e, tal como ele, não sou hipócrita. Assim, acho que há muito de político na atribuição do seu nome ao aeroporto da Madeira, onde para mim o que devia estar era o de Alberto João Jardim.