_
Tinha por objetivo ocupar este precioso espaço a falar das coisas boas do futebol. Do empolgante que foi o «clássico», até por ter mantida adiada a conquista do título, dos mais recentes jogos das meias-finais da Taça de Portugal, que quase fizeram com que o Jamor se pintasse de cores imprevistas, de Gelson Dala, o menino angolano que contribui para um melhor estreitar de relações entre os dois países, ou de Marco Silva (tem por aí muitos ódios de estimação), que deu passo importante para salvar o Hull da descida de divisão. Porém, com os três principais clubes lusos a atafulharem a caixa de correio do CD com as mais díspares queixinhas – sem esquecer o que se passou em Rio Tinto, mais os «briefings» do Benfica (que tem um bufo no balneário, por maior «fait diver» que seja), e o abrir de olhos, tardio, da FPF e da AF Porto para as agressões aos árbitros – viro-me para Fernando Santos, o português que mais homenagens (merecidíssimas) tem recebido desde que Portugal colocou o seu nome no mapa dos grandes feitos futebolísticos. Foi na gala do «Gaiense» - obrigado ao Filipe Bastos por também se ter lembrado de mim -, onde o «mister» agradeceu à claque, que tanto apoiou em França. Terei lido bem? Claque de Portugal? Há, ou não, gato escondido com rabo de fora? E como será em Riga? E depois com as Feroé? Enquanto Fernando Gomes não se referir ao assunto teremos sermão e missa cantada…
Por José Manuel Freitas