_

José Manuel Freitas
José Manuel Freitas

Olhos postos em Zurique

São várias as figuras perpetuadas na História do futebol. Muitas lusas, mas a mais cintilante continua ativa: Cristiano Ronaldo. Soma vitórias, golos, recordes e troféus em catadupa, mas por continuar insaciável – e com vontade de jogar muitos mais anos -, a certeza de que mais coisas boas lhe acontecerão na carreira é indiscutível. Nessa medida, a entrega a CR7 do prémio de melhor jogador mundial FIFA na noite de segunda-feira, em Zurique, desculpem-me o exagero, parece-me apenas o cumprir de um pró-forma, pois ninguém foi melhor do que ele em 2016, mesmo reconhecendo que o triunfo de Portugal no Europeu atinge contornos fundamentais nessa eleição e que Messi e Griezmann são futebolistas da mesma galáxia.

Mas a não vitória do craque do Real Madrid seria a primeira surpresa de 2017. Relativamente à eleição de melhor treinador, o coração pende-me para o lado português – não renego aquilo que disse na altura: que não acreditava num Portugal campeão europeu e que esperava um melhor futebol da equipa das quinas; feitas as contas… ganhou o pragmatismo -, mas reconheço que Fernando Santos tem rivais de peso: Zidane (o mais titulado futebolista com o prémio que Ronaldo vai conquistar pela segunda vez) por ter ganho a Champions, Ranieri por ter feito o milagre que fez com o Leicester. Assim, olhos postos em Zurique pois segunda-feira pode ficar colorida, duplamente, com as cores nacionais.

PUB

Mais de duas décadas depois, perto de 23 anos mais precisamente, volto a ter espaço em Record. Por deferência do António Magalhães, da sua Direção, da Redação que lidera, sem esquecer o Alexandre Pais. E é indescritível a satisfação. Como no passado, prometo ser o de sempre e escrever 'à minha maneira'.

Por José Manuel Freitas
Deixe o seu comentário
PUB
PUB