O jogo mais esperado
"De derrota em derrota até à vitória final." Aproximava-se o fim da época 1997/98 quando o jornal a "Marca", perante os maus resultados do Real Madrid na liga espanhola, usava esta frase como manchete.
A campanha interna dos merengues (terminaram em 4.º lugar, com nove derrotas e 12 empates) contrastava com o sonho europeu. O Real, de Jupp Heynckes, estava apurado para a final da Champions depois de ter afastado o Borussia Dortmund (campeão em título). Do outro lado, iria encontrar a Juventus, precisamente o finalista vencido pelos alemães um ano antes.
A Vecchia Signora, ao contrário dos madrilenos, acabara de se sagrar campeã de Itália. Uma equipa quase imbatível. Apontada como favorita por muitos. A "Marca", contudo, profetizava o que iria acontecer a 20 de maio de 1998, em Amsterdão. Um golo solitário de Mijatovic deu a vitória final ao Real Madrid e deitou por terra a Juve de Davids (um dos melhores em campo), Deschamps, Del Piero, Inzaghi e de um tal de Zidane (agora treinador dos merengues). O português Dimas assistiu a tudo do banco dos italianos sem ir a jogo.
As duas equipas voltam a defrontar-se no derradeiro encontro da prova milionária dentro de poucas semanas. A história é diferente para um dos lados. A Juventus continua a parecer quase imbatível, mas o Real de agora não anda de derrota em derrota. Dois colossos, frente a frente no jogo mais importante do futebol europeu. Um dia para ter o comando na mão, telemóvel no silêncio e um sinal de "não incomodar" escrito na testa. A final de Cardiff realiza-se no próximo dia 3 de junho. Está quase. Falta pouco. Muito pouco. Mas bem que podia ser já amanhã.
